Histórias

Cigarros, café alguns assassinatos… Parte V

– Você disse que me amava sua vadia! – Disse Leonard á Violet quase chorando.
– Ah eu digo tantas coisas, nem todas são verdades. – Respondeu Violet á Leonard enquanto enfiava mais uma vez a faca nele.
– Então é isso? Você mentiu sobre tudo? Sobre trabalhar para o governo, sobre me achar a toa naquele bar, e tudo mais? – Perguntou Leonard segurando o choro.
– Não, sobre uma coisa eu não menti. – Respondeu Violet sorrindo.
– E qual foi? – Perguntou Leonard.
– Eu realmente trabalho para o governo. – Respondeu Violet mais uma vez enfiando a faca em Leonard.

 {…}
São 01:00 da manhã, e Violet está cortando Leonard a mais ou menos 2 horas e ao que parece ela está longe de terminar. Ela não está com pressa alguma, fuma, bebe, come, corta Leonard enquanto ele grita, á xinga, e implora para que pare. 
– Deve haver um motivo para você querer me matar. Me conte qual é! – Disse Leonard.
– Não existe nenhum motivo especial, nada mesmo. Eu só sou paga para isso. – Respondeu Violet.
– Está me dizendo que é uma assassina de aluguel? Haha, me poupe isso só existe na ficção. – Disse Leonard.
– Bem eu estou aqui, você está aqui, e pelo que estou vendo está sangrando e muito. Então presumo que sim, existe assassinos de aluguel fora da ficção. – Respondeu Violet apagando seu cigarro no braço de Leonard.
– Vadia! – Gritou Leonard. 
– Não disse? Igualzinho ao meu pai! – Respondeu Violet.
– Por que não me mata de uma vez? – Perguntou Leonard.
– Porque minhas ordens são para torturar você, e sabe como é, tenho que respeitar meus superiores. – Respondeu Violet. 
Violet amordaçou Leonard e foi até o carro e pegou a soda caustica que havia comprado, deu uma olhada ao redor e quando estava para entrar em casa o garoto dono do lugar a parou:
– Senhorita Manson. – Disse o garoto.
– Que susto! Como posso ajudar? – Perguntou Violet.
– É que minha casa fica á alguns metros daqui e gostaria se está tudo bem com a senhorita, se precisa de alguma coisa. – Disse o garoto.
– Não obrigada. – Respondeu Violet.
– Eu posso entrar? – Perguntou o garoto.
– Lamento em dizer que não, já estava indo dormir. – Respondeu Violet,
– Por favor senhorita. – Disse o garoto apertando o braço de Violet.
– Está bem, quer beber algo? – Perguntou Violet.
– Claro, seria ótimo!- Respondeu o garoto.
Violet entrou com o garoto ainda a segurando pelo braço, e então quando ele á soltou ela foi até a cozinha pegar duas taças de vinho, e colocou sonífero na do garoto para que ele não lhe causasse mais problemas. O garoto bebeu o vinho desconfiado, mas ainda sim bebeu e não levou muito tempo até que estivesse em cima de Violet tentando qualquer coisa e então desmaiou. Como Violet não tinha tempo para conversas ejetou várias drogas em quantidade absurdas para que o garoto tivesse uma overdose, mas por segurança o deixou preso.
– Crianças… – Disse Violet olhando para o corpo quase sem vida do garoto. 
Violet caminhou até o quarto e Leonard estava desmaiado.
– Querido acorde. – Disse Violet colocando um pouco de soda caustica no primeiro corte que havia feito em Leonard, e então ele acordou gritando. 
– Estamos quase acabando, tente relaxar. – Disse Violet sorrindo e amordaçando mais uma vez Leonard, que á olhava com um olhar de pavor.
Violet foi colocando com muito cuidado soda caustica nos cortes e feridas de Leonard enquanto ele se contorcia e sua pele ia se transformando em outra coisa que não dá para explicar. Enquanto a soda caustica agia Violet começou a limpar sua bagunça e fez com que parecesse que o garoto tivesse usado a cabana para ficar muito chapado. Violet se certificou de que ele havia morrido e então montou seu perfeito cenário. Quando voltou ao quarto Leonard estava desmaiado e quase morto faltava apenas um pequeno detalhe para que Violet completasse seu serviço: cortar a cabeça de Leonard Sky. 
Então com um facão que Mayson havia lhe arrumado ela arrancou a cabeça de Leonard, a colocou num saco e terminou de limpar toda bagunça e pegou o dinheiro que havia gasto naquele lugar de volta já que teve de matar o garoto uma vez que o mesmo tentou a agarrar. Terminou de tirar qualquer evidência dela de lá como Pedro lhe ensinara e voltou para casa em seu carro.
{…}
– Bom dia senhorita Manson. Queira entrar por favor. – Disse o mordomo de Rafael.
– Senhorita Manson, mas que surpresa mais agradável. Imagino que o que tem nesse saco ai seja o que lhe pedi. – Disse Rafael.
– É sim senhor. Junto dele tem uma fita de tudo que fiz com ele caso queira ter certeza de que ele foi devidamente torturado. – Disse Violet.
– Eu acredito na senhorita. E devo confessar que estou impressionado com seu trabalho! Veja isso! Sem sangue, evidências, nada! Realmente a senhorita é muito boa no que faz. – Disse Rafael.
– Obrigada senhor. – Disse Violet sorrindo.
– Então vamos falar de números. Quanto lhe devo? – Perguntou Rafael.
– Creio que uns 80 mil devido a algumas despesas a mais que tivemos. – Disse Violet.
– Sem problemas. Imagino que a senhorita não teve problema em lidar com tais despesas. – Respondeu Rafael pegando uma pequena maleta de dinheiro e entregando a Violet.
– De forma alguma, saiu tudo certo. – Disse Violet conferindo o dinheiro.
– Senhorita Manson, se precisar de seus serviços outra vez, poderia ligar para a senhorita? – Perguntou Rafael.
– Mas é claro que sim. – Respondeu Violet.
– É muito bom saber disso. – Disse Rafael.
– Bem, eu estou muito cansada pois tive uma noite muito longa como pode imaginar, se me da licença eu vou para casa. Foi um prazer fazer negócios com o senhor Rafael. – Disse Violet sorrindo.
– O prazer foi todo meu senhorita, – Disse Rafael retribuindo o sorriso e guiando Violet até a porta.
Violet então foi á uma concessionária e comprou um carro novo, seu antigo carro ela deu fim jogando no meio de um rio perto da mansão de Rafael. Em casa ela arrumou tudo, tomou um banho e se deitou no sofá onde pegou no sono. Eram 20:00 da noite quando Violet acordou com fome e pediu uma pizza, algum tempo a campainha tocou.
– Você? – Disse Violet surpresa.
Continua…
C. M. De Lima 

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